Tuesday, December 26, 2006

« No meu caso, aconteceu assim: Um dia, subitamente, perguntei-me, quem é este ser que me habita enquanto durmo?
Então, pensei, eu estou a dormir, mas há alguém acordado dentro de mim. E ele cuida da minha pressão arterial, do meu açucar, da minha quimica, de tudo! E dei-me conta de que nunca tinha conhecido este ser. Quem é ele?
E depois compreendi que ele não fala quando eu falo, ele fala quando eu páro de falar. Ele fala em termos de sensações, em termos de silêncio, em termos de inspiração, em termos de alegria, em termos de criar energia. Então comecei a ouvir a linguagem dele.
E dei-me conta de que estava apenas a respirar. E ele estava ali.
Eu estava apenas a respirar e num determinado momento esta dualidade em que eu e ele somos diferentes começou a dissolver-se.
Isto é: eu perdi-me nos livros, eu perdir-me no ouvir excessivamente os outros, perdi-me no conhecimento, sem ir pelo simples caminho de simplesmente fechar os olhos e tentar ouvi-lo.
E quando o sinto, apenas o Silêncio permanece.
Porque eu tenho de ouvi-lo, eu tenho de escutar o silêncio.
É apenas isso.
Acredito que vos entreguei a mensagem.»
Linesh Shesh

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