Saturday, June 23, 2007

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A Técnica Alexander não é uma terapia!

Ela é um método educacional revolucionário, criado pelo ator australiano Frederick Matthias Alexander, há mais de 100 anos e que tem sido aplicado com enorme sucesso em diversos países do mundo.

Sendo um método que ensina as pessoas a usarem a si próprias em suas atividades diárias, a Técnica Alexander contribui para evitar tensões desnecessárias, promovendo harmonia e maior vitalidade, oferecendo a cada pessoa a possibilidade de aprender a organizar e harmonizar mais conscientemente a relação entre mente, corpo e o ambiente em que vive.

Somos seres de hábitos. Agimos constantemente por hábito. Muitas vezes, fazemos coisas que, se pudéssemos escolher, não faríamos.

Se tivéssemos maior consciência de que podemos exercitar um pouco mais efetivamente nosso livre-arbítrio, poderíamos escolher, por exemplo, contrair menos grupos musculares para desempenhar determinadas atividades, ou nos esforçaríamos menos para corresponder às expectativas dos outros; talvez tivéssemos maior habilidade para estarmos conectados com o presente.

Porém, uma das razões da nossa falta de habilidade de exercitar o livre-arbítrio reside no fato de que somos escravos de nossos hábitos.

O que pensamos e cremos está cristalizado em nossos hábitos.

Como todas as nossas atividades, sejam elas emocionais, físicas ou mentais, são traduzidas em contrações musculares, nossa vida está sendo traduzida, o tempo todo, em padrões posturais habituais.

É exatamente nesse âmbito que a Técnica Alexander pode ser muito valiosa.

Sem propor exercícios físicos mecânicos, incorporar a prática do autoconhecimento que a Técnica Alexander nos oferece na nossa vida diária pode trazer muitos benefícios, tais como a melhora de nossa saúde e bem-estar assim como a potencialização de nossos talentos.

Equilíbrio mental, físico, emocional e energético

Poderíamos começar a entender um pouco a Técnica Alexander ao esclarecer o conceito de postura.

A postura pode ser entendida como uma atitude interior, psicofísica, inconsciente. Com essa atitude, tentamos nos manter equilibrados para melhor desempenhar nossas tarefas diárias ou para, no mínimo, exibirmos uma aparência mais equilibrada.

O que tradicionalmente compreendemos como má postura é um entendimento limitado, e equivocado, de uma condição psicofísica.

Nossa condição energética traça um quadro mais complexo, que inclui nossas funções mentais, emocionais, espirituais e não somente físicas.

Andar ou sentar torto de uma maneira menos apropriada, que mais cedo ou mais tarde acarretará dores ao limitar a respiração e o movimento, é só a resposta física da nossa atitude interior.

Como se dá?

fator mecânico
Nossa estrutura óssea tem, entre outras, a função de promover espaço dentro de nosso organismo para que todos os nossos sistemas e órgãos possam funcionar adequadamente.

Assim, nosso sistema muscular como um todo é "esticado" em todas as direções a partir do centro, proporcionando uma expansão geral.

Sendo uma estrutura articulada, o esqueleto é equilibrado através da relação simbiótica com a musculatura. Coordenados, esses dois sistemas podem manter as articulações dos tornozelos, joelhos, coxo-femural, bacia, coluna vertebral e, fundamentalmente, a atlanto-occipital (da cabeça sobre a coluna) equilibradas.

A atenção que conseguimos dar para equilibrar nosso esqueleto, digamos em pé, faz parte dessa relação simbiótica pois quanto mais atenção direcionada conseguirmos oferecer ao organismo, mais equilibrados estaremos e, portanto, menos esforço muscular precisamos fazer.

Assim equilibrado, nosso organismo está com sua musculatura tonificada e, portanto, não desnecessariamente tensionada.

Isso produz uma agradável sensação de bem-estar.

Para conseguirmos estar equilibrados constantemente enquanto nos movimentamos, executando nossas tarefas diárias, se faz necessário desenvolver e praticar essa constante, consciente e relativa atenção: a de uma expandida concentração. Ou seja, agir, sempre que escolher, com o seu centro na ação.

Isso poderia significar o ser, que faz qualquer atividade, no centro de cada ação por ele desempenhada, ao invés de ele considerar a atividade em questão o foco absoluto de sua ação.

fator emocional
Assim sendo, má postura pode ser resumida como equilíbrio precário.

Nosso estado emocional também faz parte da relação simbiótica entre corpo, mente e o ambiente em que vivemos.

Ele expressa nossa personalidade: na postura do nosso corpo, nos nossos movimentos, comportamento e intenções.

Quando estamos nos sentindo bem, nossa saúde parece estar boa e sentimos nossos movimentos livres.

Por outro lado, distorções geradas por contrações musculares desnecessárias, enquanto tentamos simular o equilíbrio, afetam negativamente nosso estado emocional.

O estresse, por exemplo, não é um problema, ele é a resultante de um acúmulo de respostas traduzidas em contrações musculares geralmente desnecessárias.

O problema, portanto, não é nossa postura ou o estresse, o problema é a nossa falta de habilidade de inibir (na acepção fisiológica, e não freudiana, da palavra) para escolher as respostas que realmente queremos consentir aos estímulos dados, controlando melhor assim o estresse.

É precisamente aí, além de alguns outros fatores, que a Técnica Alexander se diferencia de qualquer outro método que busque a mudança, ou propõe buscar um caminho eficiente para o auto-conhecimento, crescimento pessoal e desenvolvimento da potencialidade humana.

Como à felicidade, ao equilíbrio perfeito não se chega: alcançá-los é uma busca constante.

Por nos preocuparmos mais com nossas tarefas diárias do que com nosso bem-estar, esquecemos que a felicidade, assim como o equilíbrio, estão em toda a parte e a todo momento.

E por querermos sempre atingir resultados positivos, como por exemplo sermos felizes ou estarmos equilibrados, assim que ficamos alegres, ou acreditamos ter atingido o equilíbrio, para garanti-los, nos fixamos nesse estado. Ou seja, os perdemos.

Desta forma, na tentativa da busca direta do equilíbrio ou da felicidade, perpetuamos as desnecessárias contrações musculares que nos desequilibram e nos fazem insatisfeitos.

E para reverter essa condição, o único caminho possível é parar de fazer o não desejável para que o melhor aconteça.

fator primordial
Nosso pescoço pode ser considerado como um órgão do equilíbrio. Contraí-lo desnecessariamente altera nosso senso de equilíbrio.

Como ainda não estamos acostumados a desejar, consciente e eficientemente, que nossa cabeça esteja equilibrada livremente sobre a coluna vertebral, tensionamos constantemente nosso pescoço.

Aprender a observar a condição de nosso pescoço e sua coordenação com a cabeça, tronco e membros pode contribuir muito para a eficácia de nosso equilíbrio, melhorando assim a qualidade de nossos movimentos.

Seria desejável que aprendêssemos a trocar um relativo estado de medo (por exemplo: de cair) em que vivemos (pois tensionamos nosso pescoço para nos dar a sensação de estarmos equilibrados e seguros, em última instância, para impedir que caiamos) por um relativo estado de alerta para que não percamos a espontaneidade de nossos movimentos e reações.

Esse relativo estado de alerta contribui para adaptarmo-nos às inevitáveis mudanças impostas pelo nosso dia-a-dia.

Saúde

Nosso organismo é maravilhoso!

Assim que paramos de contrair desnecessariamente nossos músculos, diminuímos também a pressão desnecessária sobre todos os órgãos dos sistemas digestivo, circulatório e respiratório.

Com isso, paramos de restringir a circulação de energia em nosso corpo e dos fluidos que circulam pelos "tubos" condutores de ar e sangue em todo o nosso organismo.

A pressão arterial é regulada.

As funções do cérebro, maestro de todos esses sistemas, ficam mais eficazes.

Desenvolvendo indiretamente o relativo estado de alerta proposto pela Técnica Alexander, conseguimos resultados diretos e positivos nas funções vitais e neuro-musculares de nosso organismo, promovendo alterações significativas na nossa saúde, no nível de nossa atenção e energia vital.


Potencializa nossos talentos


Quanto mais eficazmente desempenharmos nossas funções básicas, de equilíbrio mental, físico e energético, mais equipados estaremos para desempenhar bem o que nos propusermos a fazer.

As idéias fluem melhor, nossos membros obedecem melhor às nossas vontades, e nossas energias internas intuitiva, emocional e mental ficam mais conectadas com nossas intenções.

Donas-de-casa, músicos, atores, esportistas, artistas plásticos, psicólogos, homens de negócios, entre outros, se utilizam muito da Técnica Alexander para melhorar o desempenho de suas atividades.

Aprender a Técnica Alexander é transcender a repetição de exercícios físicos mecânicos para sentar bem ou andar corretamente.

É praticar no dia-a-dia a expansão da concentração e da conscientização das próprias atitudes, contribuindo para nos manter equilibrados, o que por sua vez, tonifica nossa musculatura como um todo, ao invés de simplesmente relaxá-la.

Esse sistema é o mais eficiente recurso que temos não só para curar alguns males comuns de nosso tempo ou prevenir potenciais doenças, mas também e, principalmente, para nos re-educarmos.


Histórico

Apesar de revolucionária, a Técnica Alexander tem mais de cem anos de prática e estudo pelo mundo.

Foi desenvolvida por Frederick Matthias Alexander (1869-1955), na Tasmânia, no final do século XIX por uma questão emergencial.

Alexander, um apaixonado pelos trabalhos de Shakespeare, perdeu gradativamente a voz, seu instrumento de trabalho, e a partir daí precisou compreender melhor que não estava apenas no físico a causa principal de seu problema.

Depois de um longo, persistente e metódico processo de auto-observação, Alexander acabou por criar o que o educador americano John Dewey denominou de "uma fisiologia do organismo vivo".

Depois de quase dez anos de dedicação e sistematização de sua técnica, Alexander e seu trabalho foram recomendados a respeitados e influentes médicos da capital do então Império Britânico, para onde se mudara e estabelecera, em 1904.

Ainda em Londres, onde viveu até seu falecimento, Alexander e seus auxiliares abriram, em 1930, o primeiro curso de formação de sua técnica.

Hoje ela está presente em todos os continentes, com alguns milhares de professores e sendo ensinada nas mais renomadas e respeitadas instituições educacionais de artes do mundo.

Curiosamente, mesmo após um derrame cerebral, Alexander recuperou-se completamente e continuou a trabalhar e difundir seu método até o seu falecimento, em 1955.


Um processo de descoberta

Em aulas individuais, o aluno é estimulado, mediante toques leves das mãos e direções verbais do professor, a desenvolver um certo nível de atenção ao que está se passando no momento em todos os níveis, e principalmente, na relação entre sua cabeça, pescoço e demais partes de seu organismo. Isso contribui para uma ausência de tensão.

Colocando em prática no seu dia-a-dia a atitude vivenciada nas aulas, o aluno inicia um processo de descoberta que poderá ser utilizado, se ele assim o desejar, como uma ferramenta bastante eficaz de desenvolvimento pessoal.

Em outras palavras, ele aprende a usar o seu organismo como todo mais eficientemente.

Thursday, June 21, 2007

Senta-te e sê

Senta-te e Së

André Louro de Almeida

Conheça o site Iridia Lumina de André Louro de Almeida

21/1/05

Há dois níveis quando se fala de quotidiano: um é a habituação às coisas tal como elas se nos apresentam diariamente; o outro aspecto é a baixa vibração com que o quotidiano urbano normalmente se reveste.

Um relaciona-se com a familiaridade, com a persistência de padrões que automaticamente estão ali e que nós reconhecemos, o outro aspecto é a vibração em aglomerados populacionais com milhões de habitantes, ser necessariamente uma vibração onde o Grande Coração em cada um de nós está em risco ou tem dificuldade em se exprimir.

Um dos pontos que nos ajuda é nós compreendermos o que é, em termos ocultos, um emissor e um receptor. A distinção em alquimia e em astrologia entre o Sol que é seminal, criador, emissor e a Lua que é receptiva, passiva.

Um dos pontos fundamentais é que, se nós somos seres marcados pelo amor, progressivamente vividos pela energia crística, passando por uma comutação e percebendo, gota a gota, que estamos deixando de viver para ser vividos pela energia crística universal, e na proporção em que tu te permites que essa corrente te atravesse, em níveis reais, profundos, tu tornas-te um emissor, um criador ou um gerador. Tu tornas-te um autor energético e, portanto, um centro de poder que a sociedade como um todo não tem.

Num nível muito superficial de consciência onde acontece o consumismo, o mau uso do tempo, dos recursos, das relações entre as pessoas, neste nível a sociedade é yang e nós somos yin. Significa que numa malha de vibrações à superfície, se um indivíduo se deixa estar aí mais do que o estritamente necessário, não é possível integrar uma vivência esotérica no quotidiano. O ritmo da grande cidade, o poder do 7º Raio (Ordem, Pulsação, Cerimonial, Disciplina) imposto pelas grandes cidades é avassalador.

Neste nível mais superficial eu sou puxado para lá e para cá, eu sou a Lua e a sociedade é o Sol, e tu terminas o dia exausto com a sensação que foste invadido mas não conseguiste fecundar a rede energética à tua volta. Foste manipulado, alterado, contaminado, marcado mas não conseguiste deixar o teu cunho nas várias cenas do filme ao longo do dia.

O ponto de partida de um acto criador constante sobre a sociedade à nossa volta passa por eu amar toda a luz que há em mim, e este amor constante ao que nós realmente somos, vai mudando o poder de um ser, vai-te tirando do nível superficial em que tu és uma Lua e a sociedade é um Sol, torna-te Sol no nível real, torna-te um gerador de vibração.

Se tu te consegues desencastrar da matriz dominante e te deixas descer à camada mais profunda da tua psique, tu entras em fase com a camada mais profunda de todas as pessoas à tua volta e o quotidiano sofre uma metamorfose.

Não é frequente as pessoas perseguirem uma figura como Francisco de Assis para lhe perguntarem qual é o melhor veneno para matar a principal família italiana, porque o campo vibratório não permite uma certa tonalidade do quotidiano. A carga psíquica dos acontecimentos é que muda, a gravidade psíquica altera-se, tu invocas nos teus irmãos exactamente a camada psíquica na qual tu estás em contacto. Isto é que é o serviço mundial. Tu crias, estimulas, denuncias, trazes à superfície nos teus irmãos a camada psíquica que está em fase com a camada psíquica (nível da alma) em que tu estás estável. Então, a metamorfose do quotidiano (a integração final entre a consciência interna e a consciência exterior) faz-se no profundo, em nós mesmos.

Como é que se integra a vivência esotérica no quotidiano? Pelo poder da quietude secreta, pelo poder da montanha interior, pelo poder do grande átomo de silêncio que há dentro de nós, pelo poder de nada desejar de forma superficial. As coisas neste momento têm de ser desejadas de uma maneira muito mais profunda.

Nesses níveis profundos de desejo, nesses níveis profundos da libido, nesses níveis profundos de apetite pela vida há tanta beleza, tanta verdade, tanta dignidade que os desejos sofrem uma metamorfose espiritual e, muito provavelmente, a médio prazo, a natureza do desejo transforma-se num desejo pela existência pura.

Fernão Capelo Gaivota dizia ao mestre:

– Eu quero voar muito rápido, eu gostaria de voar a 30 milhas/hora.

E o mestre perguntou:

– Porquê 30 milhas?

Mas eu posso ir para além das 30 milhas?

Claro que sim!

Então eu quero voar a 200 milhas/hora.

Porque é que paraste nas 200 milhas?

Está bem, 700 milhas.

Existem 2 velocidades: cada vez mais rápido e a velocidade infinita em que tu estás aqui, desapareces daqui e apareces ali. Enquanto quiseres andar cada vez mais rápido o desejo não tem fim. No dia em que te preparares para a velocidade infinita, entras noutra lei, mas aí é o Cristo dentro de ti que vai fazer o milagre.

Quando se fala de quotidiano temos 2 vectores: familiaridade excessiva e baixa vibração. E temos um terceiro vector que é o excessivo dinamismo das grandes cidades – velocidade, cansaço, stress.

Estes 3 vectores aprisionam a consciência à superfície e toda a gente estimula o ego de toda a gente, mas não está a funcionar em termos históricos e sociais, então, se tu vais para essa camada mais profunda, tu estimulas a camada correspondente da outra pessoa.

A partir do momento em que te sentas no teu Trono e exerces uma autoridade espiritual sobre ti próprio, e te tornas dono das tuas vibrações, a forma como os outros reagem ao teu campo vibratório é um problema dos outros e os registos cármicos registam: “Este ser teve que sair da repartição pública onde trabalhava há 30 anos porque assumiu a sua vibração interna. Todos os outros deixaram de conseguir estar com ele. A rede electromagnética rompeu-se e a pessoa ficou sem trabalho”.

Como a lei do carma é extremamente exacta, se tu não podes estar num trabalho porque estás a assumir a tua vibração interna, não é mais um problema teu. Qual é o próximo trabalho que vais ter? É um problema da Hierarquia.

Assumir a sua vibração é falar de dentro para fora com a voz que vem do coração, timbrada, aquecida por uma consciência lúcida, com a mente clara, é olhar com o 3º olhar dos sábios, é não ter medo que os outros tenham medo de ti porque no fundo, eles estão apenas tendo medo da camada psíquica que tu estás estimulando neles, estão, portanto, com medo deles mesmos. Não ter relutância em ser um ser completo tanto quanto possível.

Quando um ser se senta e É, ele cura tudo à sua volta: empresas, transportes públicos, etc.. Vocês não esperem conseguir bem estar nesta cidade sendo mais um, nem sendo um especial, porque esses também estão mal. O indivíduo só se desloca nesta malha se ele cultivar a esfera, esse silêncio atómico dentro de si.

Existe uma zona dentro de nós que não está fechada, nem bloqueada, onde eu serenamente me sento em adoração ao Ser, em adoração a esta capacidade divina de “do não ser se ter passado ao Ser”, em adoração ao poder de o divino extrair de si o Ser. E o Ser é uma partícula filosófica tão ecléctica, tão abrangente, que não nos prende a nenhuma doutrina tradicional. Adoramos o Ser.

Como um adorador do Ser tu sentas-te e esperas que seja e quando tu esperas que seja, É e quando É, o poder está instalado em ti. Não se trata do poder de acumular força prânica, força vital e depois dispará-la com “o próximo” numa discussão em que tu tens razão. Isso não existe, isso é impotência. Eu necessito passar para este fogo solar que é o Amor e o contentamento. Saber que sou um átomo cósmico indestrutível. Não há maior alegria do que isto. Alegria é quando um ser humano sabe que encontrou o caminho para Casa.

Como é que eu realizo isto? Que eu sou um átomo divino, maior, indestrutível, criado para o êxtase e a Alegria? SENTA-TE E SÊ

Porque é que este quotidiano dói? Porque é que este quotidiano não se consegue integrar na vivência do quotidiano?

Dói porque eu não preenchi o meu corpo astral com a vibração do Ser e a dúvida satânica original permanece, que é: “Será que eu sou amado, será que eu sou luz, ou será que eu sou trevas? Será que mereço existir?” A dúvida original acerca de si próprio é mais forte do que a vibração da mónada.

Esta dúvida em que nós sentimos que precisamos constantemente que alguém demonstre o valor que nós temos significa que o trabalho interno não está a ser feito. Claro que isto não é de um dia para o outro!

Mas é tão simples!? Se eu permito que a minha mente, que o meu veículo emocional seja inundado com o Ser, quando eu saio para a rua, eu aceito tudo o que me acontece. Eu não preciso do que me acontece para saber quem sou, nem para sentir o que sou, nem para me sentir bem a mim mesmo. Eu sou um Sol não sou uma Lua. Eu imprimo e não me deixo imprimir.

A integração da vivência espiritual no quotidiano, primeiro, implica vivência espiritual e essa vivência espiritual não é no quotidiano, é interno, é o oposto do quotidiano. Isto trabalha-se no parque, no quarto, na montanha, , fortalecendo o ser com o grande átomo do SER que há dentro de nós.

Cada um tem que encontrar a fórmula de quebrar o encantamento entre a experiência que temos de nós mesmos e esse acto. Eu preciso de encontrar uma fórmula de que aquela força desça sobre mim.

Uma das vantagens de Ser (de estar no Trono de si próprio) é que tu não estás mais em conflito com os teus defeitos nem estás mais apaixonado com as tuas qualidades, de forma que, se tens um defeito tu aceitas e, ao mesmo tempo, em vez de usares o problema como uma forma de esmagares a tua auto estima e ires parar outra vez à base da consciência, tu aceitas.

Todos os meus problemas têm um núcleo no vácuo, um anticristo, uma zona morta, um buraco negro. Esse buraco negro psíquico em torno do qual se começa a gerar um hábito compulsivo: álcool; drogas; agressividade; lidar mal com o espaço, com os outros, etc.. No centro há um pontinho negro a que podemos chamar uma zona cega em torno da qual o problema se foi organizando.

As zonas cegas, os centros de gravidade em torno dos quais se organizam hábitos compulsivos, são zonas da nossa psique. O psiquismo é feito de substância universal, ele está, sobretudo, concentrado no coração e no centro da cabeça, vem de um reservatório cósmico que é a psique universal.

Existe uma psique universal arcaica e uma psique universal crística que é a história da alma do Universo e nós, os que ascendem, estamos em diversas topografias ao longo dessa ascensão da psique arcaica que se vai refinando em nós até uma fusão nessa psique crística superior. Isto é, uma parte da psique arcaica que atravessa o caminho estreito da consciência crística e depois entra no Reino de Deus (como uma ampulheta, só que no sentido ascendente).

Quando tu vives esse processo tu aumentas o poder da alma da humanidade passar pelo caminho estreito da ampulheta, para cima.

A substância da psique arcaica está ligada a eras de sistemas solares que já desapareceram. Isto é, na marca da nossa psique, que é feita de uma substância muito subtil, está a história de uma arqueologia cósmica profunda. A substância da alma é composta pela própria regência do Arcanjo Miguel (vida do Sol) doando parte da sua consciência à individuação de um ser. Na criação da nossa alma entra uma componente do Deus criador Micah, mas por uma questão de direito cósmico, na construção da nossa psique entra também a história universal onde estão implicados sistemas solares e planetas, alguns dos quais já se dissolveram, e um dos mais próximos é a Lua.

A Lua é um planeta que cumpriu a sua função, o kundalini planetário esgotou-se, tanto que ela não roda sobre o seu eixo. Assim como a Lua existem sistemas solares antigos que doaram a vibração psíquica para a construção da nossa alma e alguns, porque cumpriram as suas funções, estão-se a desfazer (a parte material) porque a parte essencial e espiritual ascendeu. Outros quadrantes doaram parte da vibração da nossa psique estão continuando o seu caminho de luz, mas esta herança dupla: por um lado a trama da alma é composta pela radiação de Michael (o espírito da nossa estrela), dito de outra maneira, nós temos um anjo dentro de nós que é a componente dourada da alma (é o anjo no eixo do ser). Na criação da nossa alma entra também camada psíquica universal que se vai tornar individual para cada um de nós, e essa tem uma história arcaica, o que significa que há zonas da psique que não se conseguiram abrir tão cedo à luz quanto as outras.

Os acidentes de regiões do universo que contribuíram para a criação da nossa psique geram psiques assimétricas, pontos que evoluem mais rápido do que outras, da mesma maneira que a erosão produzida pelo vento e pela areia produz uma história sobre as colunas de um templo grego. Isto é mesmo um problema de Deus!

Então, há pontos negros (que em astrologia está relacionado com Lilith) que resistem muito mais à força luminosa do consciente. Esses pontos mais obscuros que estão na psique profunda onde se organizam grande parte dos nossos problemas, porque eles são o vácuo, são o vazio, não têm luz, então vão acumulando vibração que, em termos electromagnéticos, não tem o aspecto integral a que nós chamamos “a luz de Metatron”. Ali ficam nódulos: alcoolismo; medos crónicos; fobias; ansiedades; utilização errada do poder; crueldade; agressividade; exaustão psíquica. A chave para chegar a esses sóis negros na nossa psique não está no consciente, é a mónada que pode chegar lá. Por isso é que nós distinguimos trabalho ético, moral e espiritual sobre nós mesmos, de transmutação produzida pela mónada.

Quando nós vamos para a rua temos muito que aprender com os outros, mas se eu vou nesse estado de majestade, carregado de uma vibração interna, a vibração da mónada ignora o consciente, passa pelo subliminar, entra no inconsciente profundo e lança uma flecha de luz no âmago de um complexo nódulo negro que vem da psique arcaica. Muitos dos nossos nódulos obscuros são colectivos, vêm de uma psique arcaica.

Enquanto que o ego e o consciente podem lidar com as arestas mais simples, os nódulos mais profundos são um assunto entre a mónada e a história da psique universal. É Deus que faz as trevas e é Deus que faz a santidade. Nós, enquanto livre arbítrio, fazemos uma pequenina parte do circuito.

Então a pergunta: “Como é que eu posso ser verdadeiro e compassivo ao mesmo tempo?”

Isto tem a ver com a dificuldade de dizer NÃO!

A verdade falada não é toda a verdade.

Toda a verdade implica:

a verdade falada;

a vibração com que tu dizes a verdade falada;

a intenção com que tu usas essa verdade falada;

as circunstâncias em que tu dizes a verdade falada.

Eu posso usar uma grande verdade e criar uma grande mentira. Uma grande verdade vibrada com a vibração errada não é a verdade, é só uma informação de verdade, mas não é a vibração.

Uma verdade dita com uma intenção que não é superior, não é uma verdade. Podem-se usar verdades para manipular os outros, porque se tu tens uma pessoa cuja psique tem um nódulo difícil de resolver numa certa área e se tu estás constantemente atirando essa verdade para cima da pessoa, tu não estás a dizer a verdade porque isso é horrível, se as outras verdades não estiverem incluídas, porque eu posso usar aquela verdade para enfraquecê-lo ainda mais.

Então, eu tenho que me responsabilizar pela verdade da verdade e é isso que se chama Compaixão.

Compaixão é quando eu me recuso a dizer a verdade se eu não tiver a verdade completa, que é a verdade: vibracional; da intenção; circunstancial e a verdade oculta no acto de trazer a verdade ao de cima.

Eu necessito guardar as verdades para mim e encontrar o terreno do amor em que uma verdade floresce em liberdade, é fecunda e nutritiva.

Então eu sou um Buda da Compaixão.

André Louro de Almeida

Transcrição de Alice Jorge

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Texto colocado na “Nave Lusitânia” com a autorização do autor

Os nossos agradecimentos.

Tuesday, June 19, 2007

Consciência Estelar

Consciência Estelar

André Louro de Almeida

Conheça o site Iridia Lumina de André Louro de Almeida

7/1/05

Do ponto de vista dos níveis do ser onde nós somos reis e senhores de nós mesmos, é como se a existência que nos acontece, o cenário onde estamos a ser projectados equivalesse a uma pérola, a um tesouro que tem 7 revestimentos em torno dele, equivalesse a uma pedra preciosa que tem 7 camadas geológicas em torno dela até que o seu verdadeiro brilho possa ser revelado. Existem estas 7 camadas em torno do brilho central que são como 7 línguas que a nossa consciência soube falar, 7 grandes degraus que a nossa consciência soube descer e essa identificação da nossa consciência com essas 7 camadas é uma realidade do Plano, é um enriquecimento da jóia.

Neste momento a História profunda da Terra, a situação planetária pede que a consciência retorne a Casa.

Não existe nada de negativo em, momentaneamente, a jóia que tu és se identificar com o plano astral, ou com o sistema nervoso, ou com os 5 sentidos, ou com a intuição e a participação na vibração da alma. Não há nenhum problema nisso, excepto que essas identificações tiveram o seu tempo, o seu ciclo, e enquanto a jóia está identificada com essas camadas, ela não pode revelar para si mesmo, para os outros e para o Cosmos a vibração pura de que o planeta tanto necessita agora.

É como se todas as identificações que a jóia tem feito foram válidas, necessárias e legítimas para nos trazer, exactamente, à crise global em que nos encontramos agora. De uma forma geral a história conhecida do homem é a história de identificação da consciência com algum plano de expressão.

Os Sumérios estavam identificados ao mesmo tempo com coisas muito altas, como a astrologia ou a conexão consciente com a vibração de certas constelações além do zodíaco e com realidades muito literais como a invenção da política ou das cidades estado. O Egipto estava ao mesmo tempo preocupado com a imortalidade e com canais de irrigação para nutrir as zonas potencialmente férteis.

Quase todas as civilizações conseguiram um equilíbrio entre uma identificação muito alta de níveis muito profundos da consciência universal e a consciência cósmica e com níveis muito pragmáticos.

Ao mesmo tempo que a China fazia uma reflexão sobre o equilíbrio dos opostos através do Tao, inventou o papel e a cerâmica. As civilizações sempre tiveram essa capacidade elástica de fazer ligações muito acima e ao mesmo tempo permanecerem bem ancoradas no planeta.

A nossa História é a história de identificação com patamares horizontais de expressão. Nem todos os seres vivem identificados com os “jardins suspensos” do nível espiritual, nem todos os seres podem viver o tempo todo identificados com a ilusão da matéria.

Os níveis físico, etérico, emocional, sentimental, romântico, do desejo, da mente objectiva, da mente subjectiva, da mente especulativa, do intelecto, da intuição, da intuição avançada, a telepatia superior, o nível espiritual do fogo puro, monádico (Eu Sou) e divino não são distorções por si, são jardins, são mundos com as suas luzes e sombras. Estes níveis mais abaixos com os quais nós estamos mais identificados são crepusculares, são feitos de contrastes e a consciência do ser é enviada para jardinar estes territórios. A identificação com estes níveis é a ciência da identificação e a humanidade pratica esta ciência inconscientemente e, ainda bem. Uma criança vai-se identificando com o físico etérico; um jovem com o mundo dos sentimentos e do desejo e um adulto, progressivamente, com o plano mental.

A Terra como uma matriz orgânica e espiritual aspirando à libertação em relação a uma malha controladora, ela precisa de consciências capazes de viajar ao longo do eixo, do físico ao divino sabendo experimentar cada patamar sem ficar prisioneiro de nenhum nível, porque aquilo que envolve a jóia é um jardim enquanto eu for um jardineiro, senão transforma-se numa prisão. A Terra tanto é um jardim como uma prisão.

A Humanidade é uma dimensão/luz justaposta a outra dimensão/luz superior.

A consciência estelar que nós somos necessita de ser desafiada a acordar aqui em baixo. Nós somos, de um ponto de vista final, definitivo, absoluto, enviados da Alegria infinita para dentro da alegria finita. É o momento de o indivíduo recuperar, sem dúvidas, a partir de uma reconversão na identidade, no modo, no motivo condutor, nos porquês e nos comos, de que ele é uma dimensão luminosa adaptada à humanidade local através do protótipo na mente do Pai – Adão Kadmon.

Cada um de nós dispõe de uma turbina de frequências capaz de levar a consciência a galgar no sentido ascendente estes 7 degraus de retorno à origem.

A fórmula planetária neste momento está saturada de tudo o que é secundário, lateral, aproximativo, o planeta necessita urgentemente da vibração definitiva ou afirmativa de consciências estelares que sabem o que são, quem são e porque estão aqui. Consciências despertas acima da 3ª dimensão capazes de envazar o facto de que nós somos uma consciência estelar.

O que a Hierarquia cósmica pede é que um indivíduo seja superiormente criativo. Que o ser não tenha a mínima dúvida que ele é essa força criadora suprema, definitiva, exprimindo-se neste mundo relativo – que ele é Vida.

O Comando Orion, o Comando Plêiades (que são os dois comandos com os quais este trabalho mais lida), os serafins assignados para a evolução da consciência especializada (os 144.000), eles não estão pedindo mais nada senão que o indivíduo aceite, aspire, persista, ame a ligação ao seu ser maior, a ligação à Árvore da Vida, mas esta ligação consome a nossa energia. É muito pouco provável que eu queira restabelecer a ponte (Antakarana) que liga os meus 7º, 4º e 1º chacras com a Árvore da Vida e ainda me sobre energia psíquica para participar na espiral descendente em que o planeta entrou.

Sempre que um ser se está queixando da situação planetária, ele não está fazendo o trabalho. Recentemente o Cristo visitou-nos através de 156 mil pessoas que morreram. Visto de um ângulo são 156 mil mortes, visto de outro ângulo é o próprio Cristo. É como se Jesus Cristo tivesse descido nas praias do Yucatão ou em Tomar. O Cristo é o que bate à porta à noite e nos desperta, é o que rompe os véus da inconsciência, da indiferença e da ignorância, é o Raio instrutor que tocou a situação indiana através de Krishna, tocou a situação egípcia, tocou a situação pré-colombiana. O Cristo é o Raio da função Pai, das energias do Trono que viaja com mais liberdade ao longo da Árvore da Vida.

A Árvore da Vida é composta por 21/22 grandes raios de energia divina viva. Eles partem do Trono e espalham-se, por processos holográficos, ao longo da rede electromagnética superior que nutre os núcleos dos planetas, os corações da humanidade, os corações extraterrestres, angélicos, dévicos...

O Raio crístico é a energia principal que mantém a aglutinação dos outros 21, é o Raio que viaja com mais liberdade ao longo da Árvore da Vida, portanto, ele é o que desperta, é o que fala directamente ao coração e à consciência acerca do seu caminho, ele vincula a pequena à grande consciência. O Adão Kadmon é uma adaptação do infinito ao finito. A energia crística é a manutenção dessa figura sagrada, suprema que é o Adão Kadmon.

O Adão Kadmon é primordial, é a ideia inicial de como adaptar a consciência infinita aos mundos finitos, o Cristo é a manutenção do processo.

Enquanto a mónada tem todas as frequências/luz necessárias para a iluminação total da matéria, o interface é feito pela activação do corpo de luz. Uma rede geométrico/cristalina que tem muito mais a ver com a matemática, a geometria sagrada, a precisão, do que o nosso romantismo espiritual gostaria de imaginar. Ele encontra-se, devido ao abaixamento da consciência generalizada, a 20% nos seres despertos e a 2 ou 3% na humanidade comum, e naqueles despertos que já se encontram numa fase crítica, está nos 40%. Este corpo de luz reconstituirá a memória do que tu és, a vida intracelular, a luz nos canais linfáticos, a quantidade de ouro que o teu sangue passará a transportar, o tipo de segregação glandular capaz de gerar a hormona da ascensão.

Todas as glândulas do corpo, quando entram num binário específico e a pineal, emitem uma nova informação secreta que leva o sistema glandular a gerar uma hormona desconhecida que começa a preparar as células para a ascensão. O processo é químico.

Quando estamos em oração estamos a enviar energia psíquica para o corpo de luz. O ser humano terá que realizar 51% da luz do corpo e a mónada fará baixar os outros 49%.

No 10º chacra ligado ao Raio da Transfiguração – 10º Raio – encontra-se o desenho geométrico em linhas electromagnéticas da mesma vibração suprema da Árvore da Vida. É um poliedro que está pulsando, como um coração cósmico do qual o nosso coração espiritual e o próprio coração físico são uma projecção. O verdadeiro coração nem sequer está no corpo mas no 10º centro luminoso.

Quando existe um êxtase do coração, que dura segundos na vida de uma pessoa, é quando o 4º chacra ligou ao 10º e aí o ser ama de uma forma que ele não pode explicar.

O corpo de luz (formado essencialmente por uma estrela de David) é activado em 51% pela nossa vontade, pela adoração, que é a forma mais rápida de lá chegar, a arte ou o trabalho profissional feito como uma karma yoga (fazê-lo fazendo-o bem feito) também faz convergir uma enorme quantidade de energia psíquica para o corpo de luz.

O sexo é uma realidade interessante porque ele tem as duas valências: tanto esvazia de repente o teu próprio corpo de luz, dependendo do campo, da coesão no qual a experiência sexual acontece, ou pode endereçar uma grande quantidade de energia para o corpo de luz, depende do campo electromagnético, isto é, do amor, da ternura e da lucidez vibratória que é colocada no facto.

À medida que tu fazes o trabalho aqui em baixo, desde que seja feito com clareza, impecabilidade e com distanciamento criativo, a tua psique emana ondas que ficam retidas no corpo de luz e começam a energizar a pirâmide Terra do corpo de luz.

Aspirar ao divino implica: os deuses, os Elohim, a tua própria mónada, virar-se para o divino e virar-se para aquilo que É. É aspirar, no fundo do poço, ao circulozinho que está lá no topo do poço. É um acto misterioso que se faz todos os dias. O que o planeta precisa hoje é de menos referências e mais acção espiritual pura.

O que vai fazer a diferença entre os seres de boa vontade e os servidores reais é a Adoração e o Silêncio.

Aquele que Adora transmite a vibração de Orion por impacto energético e aquele que busca referências, e que rumina, e que se queixa, e que vai a 7 trabalhos espirituais ao mesmo tempo e não vive nada de nenhum deles... Estas conferências têm 12 níveis vibratórios. Se um indivíduo vem aqui 1 ou 2 vezes e acha que percebeu o que se passa, ele simplesmente assimilou o 1º ou o 2º nível. Ao fim de 10 meses, 1 ano, começa a entrar no 3º ou 5º nível do que realmente está aqui a ser feito. A vantagem de estares em 5 trabalhos ao mesmo tempo é que a própria lei não te permite ir para além do 1º nível.

Na proporção em que a Adoração acontece, o corpo de luz começa a vibrar. Quando tu estás a 30% da tua pirâmide, a mónada fez descer 30% da sua luz à pirâmide descendente. Então tu tens esta estrela de David esplendorosa, que existe no nível etérico, vibrando sobre ti (sistema de dupla pirâmide). O cubo de Metatron é a própria rede integral do corpo de luz. Mas, em níveis profundos, não existe nem mesmo desenho geométrico, o que existe é um portal vibratório. Por isso é que se chama ao 10º chacra “Portal da Transfiguração”, que é onde acontece uma reconversão da consciência planetária na consciência cósmica superior.

Se nós pudéssemos sentir a beleza, a magestade, o peso da dignidade desses mundos superiores dos quais nós somos concidadãos!

Nós somos uma entidade de pleno direito, se nós pudéssemos sentir a beleza desses mundos, essa completa ausência de dualidade no sentido conflitivo!

O mal luta contra o bem. O bem cria é outra realidade.

Essas forças involutivas tão depressa se alimentam do mal que fazem como da nossa aversão pelo mal que nos fazem. Ambas as coisas estão na aspiral descendente.

É necessário que o indivíduo saia do buraco depressivo em que ele se encontra e que se levante e aprenda a ser a sua própria luz, que aprenda a fazer percorrer, desde a base da coluna até ao bolbo raquidiano, uma memória alegre, sagrada, viva, de que ele é um ser estelar.

Nós precisamos de centenas de líderes espirituais. O trabalho que vamos fazer em 2005 é um trabalho de assunção, de cada ser assumir a sua própria tarefa, a sua luz romper com a fixação hipnótica no seu passado, nos seus medos e na sua limitação e dizer: “eu vou criar, eu vou trazer para baixo essa força seminal da mónada”. Que o indivíduo se levante e assuma o seu lugar, que abra as asas e aí a mónada abre. Tu não sabes o que é a tua mónada enquanto não saltas no vazio.

A alma é um instrutor interno, a mónada é o impossível, mas um ser não sabe o que é a sua vibração monádica enquanto não saltar a falésia. É só quando saltas no vazio que descobres a sustentação do espírito.

A solução dos problemas, a nossa maior ou menor felicidade existencial já dependeu, em tempos, do nosso próprio esforço aqui em baixo, já não depende mais, agora, a agonia da existência exterior depende da activação do corpo de luz. Por exemplo: as relações humanas não estão a funcionar porque as pessoas estão a tentar relacionar-se ainda segundo a lei da 3ª dimensão, em que a mente e o emocional podem-se relacionar com outra mente e com outro emocional e um bocadinho de intuitivo para ligar à alma, e essa fórmula não funciona mais, o que significa que as pessoas estão cada vez mais a desapontar-se umas com as outras.

Quando tu te responsabilizas por criar a tua própria matriz (realidade vibratória), quando tu dizes inequivocamente: “eu assumo a minha parte no trabalho”, tu estás dizendo: “eu quero recuperar a memória, eu quero saber quem eu sou, eu aceito o trabalho de não viver à sombra de mim mesmo e passar para a luz”, nesse momento tu entras no controle de uma hierarquia do despertar local (ligada a Portugal) de uma hierarquia cósmica que está por detrás dessa hierarquia local, e, nos casos mais profundos em que a tua assunção espiritual é mais consciente, eles mudam o teu anjo da guarda para um serafim, que já é um anjo de uma outra estatura. Todos os seres humanos têm um anjo que funciona na 5ª, 6ª dimensão e que acompanha o percurso de um ser.

Então acontece um triângulo: Uma hierarquia cósmica, uma hierarquia local e um serafim e este triângulo estimula o teu ser para permanecer na vontade da mudança.

Existem 7 chaves para cada um dos planos em relação ao qual o ser tem de se libertar. Isto é: existe uma chave para sair do domínio directo do plano físico; outra chave para sair do domínio do emocional/astral; existe uma chave para sair do plano mental; outra para se libertar do plano intuitivo; outra para o plano espiritual; existe uma chave para o plano monádico e outra para o plano divino.

Cada uma destas chaves faz com que a consciência deixe o plano para trás, e o despertar gradual em cada um destes 7 planos forma o iniciado capaz de manejar grandes correntes criativas, que efectivamente, libertam as pessoas à tua volta.

Muito mais do que correr para o outro a ajudá-lo, nós estamos num tempo que é necessário fazer convergir o máximo de energia para o centro superior de si mesmo e depois, a energia da tua mónada corre para o outro para o ajudar. É que nós pudemos correr para ajudar o outro com a nossa personalidade bem trabalhada mas vamos ficar cansados, agora, se eu faço essa ligação constante, então a mónada, ela própria, corre para o outro para fazer o serviço.

A chave para sair do plano físico é: Ritmo proporcionado – implica eu dar a cada parte do meu corpo físico, do tempo e do espaço, a atenção necessária. O plano físico precisa de uma acção rítmica, isto é, de interesse cíclico nele mesmo: tomamos banho; comemos; dormimos cliclicamente – é um ritmo. Cada ser tem de encontrar o seu ciclo óptimo para os seus corpos físico e físico etérico. Ao mesmo tempo dar ritmicamente aquilo que o corpo físico pede, mas, proporcionadamente, nem mais nem menos, é uma chave de harmonia. Quando encontras o ritmo e a proporção certa é como se o corpo não existisse. Se não dás ao teu corpo uma atenção legítima ao nível da líbido, da alimentação, do repouso, do movimento, da diversão (porque o corpo gosta de dançar, de brincar, de cor, som, sabor), isto pede ritmo, proporção.

A chave para sair do plano emocional é: a Água que nutre a irmandade. O nosso corpo emocional é feito de desejos, portanto, de água. Eu tenho todo o direito a viver o desejo, o sentimento, o amor e a paixão desde que tudo isso não fira a irmandade de alma a que eu pertenço.

Eu preciso de aprender a amar mais do que a pessoa que eu desejo, eu preciso de aprender a desejar a comunidade como um todo e não apenas uma pessoa. Isto descongestiona o aparelho astral de uma fixação num ser e permite que o teu amor se espalhe a uma rede maior de pessoas.

Quando a água do teu ser consegue nutrir afectivamente um número vasto de pessoas, o teu problema astral está resolvido. Quando a tua água, o teu canal de vida astral e de afecto, de amor, carinho, ternura, doçura e de compreensão chegar aos outros em grande escala, o teu corpo astral desaparece no sentido da consciência, ele está lá como metabolismo energético. Isto significa amar grupos, amar de uma forma abrangente.

A chave para sair do plano mental é: Amar o centro da consciência que se traduz como a lei do silêncio. É no silêncio que esse fogo sagrado se revela e a mente transforma-se numa sequência transparente de pequenas iluminações constantes, ou seja, deixa de existir!

Estas 7 chaves são uma abertura em sequência e são leis que podem ser praticadas. O ritmo proporcionado é uma lei. Esta água que nutre a irmandade é outra lei. Esta lei diz: “tu nunca terás o teu corpo astral equilibrado se não distribuíres o afecto pela comunidade como um todo”.

Quando a minha vida afectiva consegue atravessar o planeta Terra então tu estás afectivamente curado.

Que o ser não duvide que os próximos anos são para assumir, despertar, ver, elevar-se acima da rede que mexe directamente com as nossas sinapses e com as nossas vibrações humanas.

Dizer claramente: “Eu sou uma consciência estelar encarnada” o que significa: “Eu venho através dos galhos da Árvore da Vida e fui trazido a este jardim para dar um fruto, mas eu nem sequer sou a flor, a folha ou o fruto, eu sou a própria seiva”.Uma consciência estelar é uma consciência que vem do infinito, é adaptada, através do Adão Kadmon aos mundos evolutivos planetários e depois é ancorada no planeta para dar fruto, mas ela é a seiva.

Como é que eu sei que fiz um contacto monádico? Como é que eu sei que, de facto, estou realizando a consciência estelar? Como é que eu sei que está em movimento?

Tu sentes toda a tua coluna vertebral altamente energizada. Uma onda de energia que sobe e desce e está viva. Essa vida na espinal medula é a tradução energética do corpo etérico estar a receber energia crística.

André Louro de Almeida

Transcrição de Alice Jorge